"Recanto de Causos"

Enferrujado e com goteira, caveirão comprado para a Copa vai para conserto

Veículo, que ainda não funcionou, teve de ser totalmente desmontado e levado para oficina especializada

Atualizada em 25/09/2014 | 18h5125/09/2014 | 17h59
Enferrujado e com goteira, caveirão comprado para a Copa vai para conserto Fernando Gomes/Agencia RBS
Caminhão passará por testes para detecção de possíveis falhas antes de operar nas ruasFoto: Fernando Gomes / Agencia RBS
Legado da Copa do Mundo de futebol para as 12 cidades-sede, entre elas Porto Alegre, o "caveirão" blindado com jato d'água – encaminhado pelo governo federal à Brigada Militar para ser usado em situações de conflito urbano – ainda nem operou e já teve de ir para a oficina. Parado há um mês em uma loja especializada da Capital, ele precisou ser todo desmontado por diversas falhas.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), o veículo foi entregue com parafusos enferrujados, goteira, pintura desgastada e outras pequenas falhas. A SSP espera que até outubro os problemas estejam solucionados. Para que ele funcione, será necessário um treinamento especial dos policiais militares.
Veja fotos do caveirão:
O veículo custou mais de R$ 1,6 milhão à Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), que é responsável também pelo seu conserto. Conforme a Sesge, houve atraso na entrega, o que impediu que os blindados estivessem nas ruas durante a Copa do Mundo. 
Resistente até a um tiro de fuzil com peso de 20 toneladas e capacidade para armazenar 4,5 mil litros d'água, o veículo é destinado principalmente à dispersão de manifestantes. Os jatos atingem uma distância de até 60 metros e, se disparados a menos de 30 metros, podem derrubar uma pessoa.

O caminhão possui um tanque com capacidade de 25 litros para armazenamento de agentes químicos, como gás lacrimogêneo. Há capacidade para transportar uma tropa de 21 homens que, por meio de quatro câmeras instaladas na parte externa, podem acompanhar as imagens por quatro telões no interior do equipamento.
Junto à água é possível misturar tinta para auxiliar na identificação de manifestantes e até mesmo gás lacrimogêneo — mas a BM garante que não acrescentará o agente químico. Entre os outros itens encaminhados pela Sesge à Brigada Militar para uso em protestos, também estão roupas resistentes a pancadas, máscaras de gás, balas de borracha, granadas de gás lacrimogêneo e mochilas com extintores de fogo.

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